Fim de treino físico do Flamengo na praia da Barra na manhã desta terça-feira. Sozinho, Ibson atravessa a rua e antes de chegar à calçada é parado por torcedores. Entre um autógrafo e outro, o pedido em forma de pressão: “Fica, por favor. Não vai embora”.
Falando baixo, o jogador responde: “Se Deus quiser, eu vou ficar“. Antes adotando declarações dúbias sobre seu futuro, o jogador se posicionou. Pretende permanecer no Rubro-Negro quando o contrato de empréstimo com o Porto acabar, no dia 30 deste mês.
O vice-presidente de futebol do Flamengo, Kléber Leite, irá à Europa nos próximos dias tentar solucionar o assunto. O empresário do jogador, Eduardo Uram, considera a situação “muito difícil“. Depois de emprestá-lo gratuitamente, o clube português quer ao menos lucrar. Mas a exclusão da Liga dos Campeões por problemas extracampo pode forçar a venda do argentino Lucho González e o aproveitamento do brasileiro.
Amor ao Flamengo
No meio do fogo cruzado, Ibson não procura mais saber sobre o assunto. Durante o Campeonato Estadual, chegou a receber vaias da torcida, que o considerou com o pensamento longe da Gávea. Ele compreende a reação, mas faz um pedido.
Nunca duvidem que sou rubro-negro. Mesmo que eu saia, isso não mudará. Sei que fui vaiado porque a torcida é emoção e entendo, mas lógico que fiquei triste – declara, listando os motivos que o fazem querer ficar no Flamengo:
O clube vive um ótimo momento, crescendo de rendimento. Tem também minha família, meu filho (Ibson Júnior, de oito meses). São vários os motivos. Mas como eu já disse, infelizmente não depende mais de mim. Quando minha vontade contou, eu vim para cá.










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