Sentado no banco do carona de um carro, Bruno escutou os gritos histéricos dos torcedores na saída do Maracanã. Sinal da idolatria que se acentuou depois do gol de falta no jogo desta quarta, contra o Coronel Bolognesi.
Rapidamente, o goleiro explicou o porquê de ter tomado a decisão de, no fim da partida, chamar para si a responsabilidade de cobrar a infração.
Responsabilidade
“Goleiro tem de ter personalidade. E isso eu tenho de sobra. Por isso, pedi para cobrar.”
Momentos que antecederam à cobrança
“Falei para o Fábio (Luciano) que gostaria de bater. Ele perguntou: “Bruno, você está confiante”. Eu respondi: “Se eu for lá, vou fazer o gol”. Sabia que faria porque estava muito confiante. Conversei com o Leo Moura, que cobraria, e não ele deixou.”
Por que trocou de canto?
“Eu costumo treinar jogando por cima da barreira. Mas notei que o goleiro deles deu um passo para o lado e deixou o canto aberto.”
Comemoração
“Não estou acostumado a comemorar. Por isso, já pensei logo em defender. Os abraços que recebi dos meus companheiros mostram como o grupo é unido. Eles sabem que eu treino todos os dias as faltas e torceram muito para que eu fizesse o gol.”
Consentimento de Joel
“Se o Joel liberou para que eu passe a cobrar as faltas, vou treinar ainda mais para melhorar.”










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